sexta-feira, 15 de maio de 2015

A Vizinha Tocou...(1)

Acabava de tomar banho quando tocaram à campainha da porta insistentemente...
Enrolou a toalha em volta da cintura e foi ver quem era...
Ainda com o corpo molhado vai até à porta para abrir... Pensava que seria o amigo dele, pois tinham combinado sair pra ir jantar e gozar um pouco a noite..... Com este pensamento deitou a mão ao puxador da porta...
Agora lembrou-se que o amigo tinha telefonado a dizer que não podia ir e tinha desmarcado o jantar... Mas… Tarde demais!!... Já tinha aberto a porta e ela estava ali na sua frente, ele só com a toalha em volta do corpo pela cintura... Era a sua vizinha, trazia nas mãos o computador portátil ainda aberto… Vizinha há bastante tempo mas nunca tinham falado.
Já se tinham cruzado várias vezes, mas ele não a achava simpática, ela sempre muito formal, quase sempre vestia saia e casaco, outras vezes calças e casaco, mas normalmente vestia saia, bolsa ao ombro e normalmente uma pasta com documentos no braço, usava óculos e sempre um pouco distante… Quando passava por ele nas escadas ou no elevador quase nem falava, era preciso ele dizer sempre primeiro bom dia ou boa tarde para ela responder, se ele nada dizia ela também não falava…
Estava ali em frente da porta com a toalha atada à volta da cintura, o corpo ainda a escorrer água e como não esperava aquela visita ficou mudo de espanto… Ali a vizinha parecia-lhe outra mulher…
Vestida da mesma forma mas muito mais elegante, ou ele naquela situação assim a via… Saia mais curta que normalmente e casaco, debaixo do casaco não vislumbrou mais nada a não ser a pele dela, e, pelo decote que o casaco deixava, podia ver que colado à pele o soutien protegia os seios. Protegia e mostrava-os sedutores… Pensou…
«- Será esta a mesma mulher com quem me cruzo tantas vezes e parece que está noutro planeta… Uma mulher que não parece deste mundo? Agora aqui, está uma mulher atraente demais…»  
Perante esta aparição na sua porta nem sabia o que dizer.
- Olá, desculpa receber-te assim, mas não te esperava, pensei que era um amigo que vinha chamar-me para ir jantar.
- Oh, desculpa… Não quero incomodar. Vinha pedir-te um favor mas então venho noutro dia…
- Não faz mal e o meu amigo até já desmarcou o jantar, eu é que tinha esquecido e abri a porta neste estado a pensar que era ele.
- Ok!... Mas não te preocupes, por mim estás bem assim… E sorriu… - mas posso entrar então? É que tenho um problema no computador e vinha pedir-te ajuda.
Reparou então que ela trazia o PC portátil na mão e ainda aberto…
- Sim entra!... Eu vou vestir-me e já volto…
- Não precisas, podes estar assim que eu não me incomodo nada.
- Eu não sei se consigo resolver-te o problema.
- Acho que sim! Acho que és capaz e eu ainda precisava terminar um trabalho hoje.
O apartamento era pequeno, ele tinha a secretária no quarto, ali é que fazia os trabalhos que algumas vezes trazia para casa… A vizinha foi atrás dele até ao quarto, ele pousou o computador em cima da secretária e ele sentou-se para tentar resolver o problema que ela tinha no computador… Sentia-se um bocado constrangido por estar só com uma toalha em volta da cintura, mas reparava que a sua vizinha estava muito mais à vontade que ele. Enquanto ele vasculhava o PC, ela sentou-se descontraidamente na cama, cruzou as pernas e apoiou os braços para trás e ficou a vê-lo trabalhar… Assim sentada a saia subiu e mostrou umas belas pernas, bem torneadas e envoltas numas meias de seda que terminavam num rendado sobre as coxas que se divisavam em parte pela saia subida… Ele não a via neste estado de sedução, pois ela estava atrás dele, sentada na cama desapertou mais o casaco enquanto ele tentava resolver o assunto no computador… Já só sobrava um botão apertado no casaco dela quando ele rodou a cadeira e se levantou para ir buscar um CD com suporte informático que o auxiliasse naquele problema do portátil dela… Ficou estático ao vê-la assim… O casaco deixava ver todo o peito dela até abaixo do soutien que agora se via por completo… Os pés no chão com sapatos de salto alto, pernas dobradas com as coxas embelezadas pelo rendado das meias que a saia agora ainda mais subida mostrava sedutoramente…
Com os movimentos de sentar e levantar, a toalha soltou-se e ao levantar-se caiu-lhe… Ele ficou nu na frente daquela mulher que ele sempre via como antipática e sem atracção, agora estava ali na frente dele com o casaco quase aberto, soutien visível por completo, com os seios belos e redondos que ele achou nunca ter visto iguais, pernas compridas e com as coxas assim envolvidas naquele rendado, achou que era uma imagem bela demais e incrivelmente sedutora para ser verdade… Teve que fazer um esforço enorme para se conter ao primeiro impulso…
Ela viu-o ali junto de si, nu, totalmente depilado e o desejo que guardou tanto tempo aumentou e não se conteve... Ele ia baixar-se para apanhar a toalha quando ela se levantou, pousou-lhe as mãos no peito e disse…
- Deixa-te estar assim, eu já vi alguns homens nus, não tenhas problemas… Talvez a minha vinda aqui não tenha sido totalmente inocente, talvez com esperança de te ver assim… Nu, só para mim…  
Ele estava sem reacção… Mas aquela “parte” do corpo dele que é comandada pelos sentidos não se conteve, reagiu e mostrou que o cérebro comanda muitas vezes sem o controlarmos, basta os olhos verem… O desejo sobrepôs-se…
Ainda com as mãos no peito dele disse-lhe.
- Eu já não sou uma menina inocente, como talvez penses… Eu também tenho desejos íntimos como todas as mulheres, e, se quando passavas por mim e eu quase nem falava, era porque não conseguia articular nenhuma palavra de tanto desejo que tinha por ti… Podes crer!...
Durante as palavras, ela não se conteve e deixou as mãos desceram do peito dele, uma deslizou até às costas, a outra agarrou-lhe o pénis que mais erecto ficou… Depois encostou-se ao corpo dele beijou-o na boca e deixou o seu corpo sentir o dele… Roçou-se naquele corpo viril, prendeu-se-lhe ao pescoço e sofregamente beijava-o na boca… Depois abaixou-se e foi beijando o corpo dele no caminho entre a boca e o membro erecto…Aninhou-se na frente dele e agarrou-o pelas costas deixando as unhas arranharem-lhe a pele… Ele fechou os olhos e deixou-se embalar naquele sonho bom… Deixou os sentidos soltos e vaguearem ao sabor do desejo… Sentiu o pénis envolvido pela boca quente e doce… Os movimentos de vai e vem eram cadenciados… Ora afastava a boca ao longo do membro erecto até à glande, ora sentia-o entrar entre os lábios que o cingiam até ser totalmente engolido… As sensações eram dolorosas de tanto prazer e desejo… Pousou as mãos nos ombros dela e afastou o casaco que caiu sobre os braços e ela ficou com os ombros nus, as alças do soutien preto davam-lhe mais sedução… Enrolou os dedos no cabelo dela e marcou-lhe o ritmo dos movimentos… Com uma mão agarrava-lhe as nádegas e cravava as unhas na carne dele, ao mesmo tempo sentia a cada impulso que o pénis mais volumoso ficava… Rijo e pulsante… Sabia que a qualquer instante ele ia soltar o sémen e queira-o na boca… Desejava… Queria sentir um orgasmo junto com ele… Assim aninhada, com a saia subida nas coxas deixou uma mão entrar debaixo da tanguinha e acariciou-se a si mesmo… Com a mão pressionou a vagina, o dedo médio meteu-se entre os lábios carnudos e escorregou para dentro dela… Com a própria mão acariciava-se… Na boca mantinha o membro latejante… Sentiu as nádegas dele ficarem tensas e adivinhou que o momento tinha chegado… Agora agarrou-se com as duas mãos às nádegas, na boca sentiu um espasmo e recebeu um jacto de sémen… No momento o seu corpo estremeceu e um orgasmo inundou-lhe o corpo e os sentidos enquanto o esperma abundante lhe molhava o rosto e caia pelos seios…  
Ele puxou-a e levantou-a… Beijaram-se demoradamente… Até caírem na cama… Ela sentiu o corpo dele sobre o seu e sobe o peso do homem o seu corpo afundou no colchão fofo… Beijou-a longamente cheio de desejo, paixão e luxúria… Beijou-lhe os ombros, com os dentes marcou-lhe a pele… Ela segurava-lhe a cabeça entre os seios e ali sentiu a língua dele molhar-lhe a pele… Arrepiou-se quando sobre o soutien rendado os mamilos foram apertados entre os lábios dele… Nos seios sentia a respiração ofegante do homem que a prendia debaixo do corpo e ela sentia-se bem…
No corpo dela só restava o soutien, as meias, o cinto de ligas e a tanguinha preta rendada… A boca dele desceu-lhe pela barriga e foi encontrar a fonte do prazer… Quente e húmida…
Deitada de costas na cama abriu mais as pernas para o deixar tomar-lhe o corpo com a boca… Sentia a respiração dele, quente, ali entre as pernas… Quando sentiu a língua dele a lamber-lhe os lábios da vagina e o clítoris, teve um estremecimento… Estendeu os braços sobre a cama como a querer agarrar algo que lhe fugia, agarrou com força a colcha da cama e gemeu de prazer quando a língua dele a penetrou… Mais uma vez teve um arrepio quando sentiu a rasgar a renda da tanguinha que os dentes dele arrancavam… Nas coxas os lábios e língua dele vagueavam e deixavam rastos de saliva e prazer no corpo dela… Outra vez foi invadida pela língua dele ali na sua “ratinha”… Sentia a sua humidade nascer dentro de si e inundava a boca dele… O seu mel misturava-se coma a saliva dele… Foi mais forte e não conteve um orgasmo violento que lhe arrancou um grito da garganta e uma convulsão no corpo… Estremeceu e gemeu enquanto ele com a boca e língua lhe dava prazer imenso…
Ainda não estava refeita do orgasmo e já sentia o peso dele sobre o seu corpo… Ajeitou-se debaixo dele… Abriu as pernas e ofereceu-lhe o corpo… Sentia no ventre o membro rijo a procurar a sua fonte de prazer… Abriu o mais que pode as coxas para se oferecer por completo… Ele ajoelhou-se entre as suas pernas, inclinou-se sobre ela e ela agarrou-o pelas costas com as unhas a arranhar-lhe a pele e sentiu-o entrar em si docemente… O seu corpo ardia por dentro… Sentia aquele pénis penetrar-lhe a carne que se abria para ele… Sentia como que tivesse sido feita somente para receber o pénis daquele homem, duro e latejante que lhe afagava as entranhas… Ele suavemente entrava nela…Em movimentos cadenciados e suaves que lhe arrancavam suspiros e gemidos de prazer imenso… Ele aninhado entre as pernas dela agarrou-lhe a cintura fortemente e ergueu-a, ela ficou como que sentada nas coxas dele e sentiu-o entrar profundamente no corpo com o seu peso e pela força que ele fazia na sua cintura e nas suas ancas… Quase nem se podia mover pela posição, somente ele lhe comandava o ritmo… O doía-lhe o corpo de tanto prazer e ardia por dentro… Deixou-se cair para trás abandonada a este “suplicio”… Ficou deitada de costas na cama e sentia sobre o seu o corpo do homem estremecer… O seu orgasmo tinha-a domado por completo e ainda a dominava em convulsões do corpo…Assim deitada sentiu ele retirar-se de dentro de si e um jacto de esperma regou-lhe o corpo desde o ventre até ao rosto… Novo jacto caiu sobre os mamilos dos seios e descia pelo arredondado dos seios como neve cobre o cume das montanhas… Depois ele desfaleceu sobre o seu corpo e ali ficaram exaustos, deitados, ele sobre ela… Deitados lado a lado recuperavam as forças do desejo desaguado corpo no corpo e pele na pele…Ele vestia-se só com a pele, no corpo dela, o belo lingerie estava em desalinho pela “luta” travada entre os dois corpos na procura de dar a cada um mais e mais prazer…
O maior prazer que tiveram, foi o de sentirem, que cada um, sentia prazer ao dar prazer ao outro…
Assim com desejo e prazer se entregaram…
Depois de um banho a dois sorriam…
O computador continuava estacionado em cima da secretária dele à espera de resolução…
Ela aos poucos foi tomando conta da realidade… Enquanto se vestiam ele falou…
- Foi das melhores sensações que tive ao estar como uma mulher… És fantástica! Mas nem sei o que dizer…
- Não digas nada, por vezes devemos deixar as coisas acontecer e não questionar… Agradeço-te com um obrigado, hoje aqui contigo senti-me verdadeiramente mulher desejada… Obrigada!...
- Não entendo…
- Explico-te… Eu já morava aqui quando apareceste… Senti um arrepio quando te vi pela primeira vez os teus olhos e desde aí o desejo de estar deitada debaixo de ti e assim ter os teus olhos junto dos meus nunca mais me abandonou, a cada dia esse desejo era mais intenso, a vontade de beijar a tua boca sensual era insuportável… Ela fez uma pausa e continuou. - Eu já tive alguns namorados… nenhum me possuiu como tu…nunca soube o que é ser desejada assim… Fizeste-me feliz nestes momentos… Somente sabia o que era deitar-me, ter o homem em cima de mim, ele ejaculava e depois acabava… Algumas vezes sem um beijo… E olha que já tive três namorados… Quando te vi, senti um desejo enorme, nós mulheres também temos esses desejos… Tinha um desejo que me fazia doer, desejo de te ter somente por prazer, sentir o prazer de ser desejada… Achava que tu me farias sentir isso… E não me enganei…
Vim aqui com o desejo de estar contigo tal e qual como estive… Pelo simples prazer do desejo que tinha por ti e pelo desejo de te ter… Tive-te dentro de mim tal como esperava que estivesses… Foste igual ao que eu tantas e tantas noites imaginei… Tantas vezes me acariciei a pensar em ti… Vi-te a trazer namoradas para casa e eu ficava ali ao lado a imaginar-me debaixo de ti… Acariciava-me e bastava-me… Assim te tinha e amava…Hoje não resisti e aqui vim… O PC apesar de estar com problemas, foi uma desculpa para cá vir… Ainda bem que o teu amigo desmarcou o jantar… Espero que desmarque amanhã outra vez…
Ele nem sabia o que dizer…
- Não sei o que te dizer, mas sempre digo… Nunca tive uma mulher que me desejasse tanto como senti que me desejavas… As namoradas eram horas de desejo e necessidades que um homem tem…
- Eu entendo, as mulheres também sentem isso…
- Imagino que sim… Nunca pensei que pudesse acontecer contigo, aconteceu e sinto-me muito bem…
- Vim aqui com o desejo do prazer de te ter… Assim! Senti-me feliz!
- Já é tarde e nem reparei o computador…
- Pois………………. Então amanhã volto aqui à mesma hora! Posso?

- Claro que podes…

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