domingo, 1 de junho de 2014

Quando…

Quando chegava e te enlaçava a cintura pelas costas…
Afastava-te o cabelo e beijava-te o pescoço…
Gostavas…
Quando atrevidos os meus dedos…
Um a um os botões do vestido te desapertava…
E, pela tua pele deslizavam…
Gostavas…
Quando no vestido solto o teu ventre se me oferecia…
Nele as minhas mãos pousavam…
Quando debaixo do rendado…
O teu calor encontrava…
Gostavas…
Quando nas tuas pernas sobre a seda das meias…
Os meus lábios te beijavam…
Quando onde as meias terminavam…
E os meus lábios não…
Gostavas…
Quando o meu corpo se arrepiava…
Ao toque dos teus lábios…
E sorrias ao ver-me abandonado…
Gostavas…
Quando no teu corpo me abandonava…
Quando no meu corpo te abandonavas…
Gostavas…
Quando o teu gosto era o meu…
Quando o meu gosto era o teu…
… … … …
Quando…


Gostavas que eu gostasse! …

Sentou-se à mesa do café…

Sentou-se à mesa do café…
Da bolsa preta que sempre o acompanhava tirou o livrinho para escrever, nele escrevia pensamentos que lhe surgiam.
Do maço tirou um cigarro e prendeu-o entre lábios sem acender… (esse vicio que tinha pensava pelo menos em reduzir, achava que isso de fumar está nos genes, embora na família quase todos odiassem o cigarro).
Nada na mente surgia para escrever, apoiou os cotovelos na mesa acendeu o cigarro e acabou de tomar o café… Soltou o fumo calmamente que se elevou em ondulações e espirais… Olhou-a ali em frente sentada a tomar o café que estava na chávena suspensa junto aos lábios e aqueles olhos fixos nele…
…………………………………….
Parou o movimento da chávena junto aos lábios e ficou a olhar aquele homem que ali escrevia no livrinho e fumava calmamente… A forma como ele deixava sair o fumo suavemente fez-lhe tremer o corpo por dentro… Sabia que fumar faz mal, mas, sempre a seduziu ver um homem fumar e aquele tinha qualquer coisa de atraente na forma como fazia isso, parecia um ritual que ele cumpria… Cativou-a como uma magia aquela ritual forma de fumar… Mais uma vez o olhar se prendeu nele, o corpo tremeu, descruzou e voltou a cruzar as pernas e a saia leve subiu mais um pouco…
……………………………………….
Viu aquele movimento das pernas dela, a saia subir e mostra-lhe inocentemente as belas pernas até onde terminavam as coxas…
Mais uma vez levou o cigarro à boca, soltou o fumo e umas palavras no livro que tinha pousado na mesa… Escreveu: “Será que aqueles lábios beijariam estes que tem o cigarro entre eles?...”
Levantou-se, saiu e ao passar sorriu-lhe com um leve inclinar de cabeça e um piscar de olho…
……………………………………

Presa naquele sorriso e naquele cumprimento que pela primeira vez lhe fizeram fixou os lábios dele… – “Adorava beijar aqueles lábios”…”… Saiu também e foi trabalhar com esse pensamento…


Assim… Fazer Amor…

Um Olhar…
Dois Olhares…
Cruzar os Olhares…
Um toque…
Um Abraço… Um Beijo…
Um leve roçar de lábios…
O toque dos dedos…
Dedos nos dedos…
Mãos nas mãos…
O toque na pele… Sentir a pele…
Pele na pele… Lábios na pele…
Lábios a deslizar na pele… No Pescoço,
Nos ombros… Nos Seios até…
Entreabrir os lábios… Apertar entre os lábios…
Com a língua sentir a textura… Sim, aí!...
Aí… Sentir a carícia da língua…
Na barriga, no ventre sentir os lábios e a língua…
Deslizar pele na pele…
Apertar os corpos num abraço…
Assim… Fazer Amor…
Suave… Sentido…
Sentir desejo…
Sentimento incontido…
Carícias que já não bastam
Não aguentar… Não esperar mais…
Corpos que se unem… Se encaixam…
Pernas que abraçam o corpo…
Braços que apertam o corpo…

Dois corpos…
Assim são… Um Só…


Assim… Fazer Amor…

Gosto de te sentir…

Assim…
A tua pele na minha pele…
Os teus dedos nos meus dedos…
Mãos nas mãos…
Dedos na pele… Pele nos dedos…
Trocar os sentires…
Sentir os aromas e perfumes
Deslizares por mim…
Deslizar por ti…
Sentir a maciez da tua na minha pele…
Sentir o teu cheiro…
Saborear o teu gosto…
Trocar os cheiros…
Trocar os gostos…
Assim…

Gosto de te sentir…

Pela Manhã, dançava...


Preparava-me para entrar no carro quando ouço música…
Olhei para perceber de onde vinha a música… Ali ao lado daquela casa…
A janela ampla abria-se sobre a varanda rés-do-chão e não deixei de a ver. Lá dentro, ela dançava ao ritmo da música que eu ouvia…
Devia ter-se levantado há pouco pois pude perceber que no corpo só uma camisola branca justa ao corpo…
O corpo ondulava ao som da música que ecoava e chegava aos meus ouvidos através da janela aberta…
Prendeu-me o olhar aquele corpo ondulante ali naquela manhã, a Dona desse corpo despreocupada dançava… Numa volta de dança pela janela aberta viu-me… As mãos nas ancas seguravam a camisola enquanto a música, eu ouvia e o corpo ondulante me prendia…
Pensei ser um sonho…
No seu rosto vi um sorriso e continuou…
A manhã ficou mais linda…
Sorri também e segui o meu caminho…
É tão bom… Um gesto, um sorriso, fazem tão bem…
Cheguei mais tarde ao trabalho…

Mas foi por uma boa causa…

...Viu duas estrelas lá ao longe e pensou nos olhos dela…


Era uma festa íntima e de amigos. Decorria num restaurante que tinha também uma pequena pista de dança.
Vestiu-se com simplicidade, sentia-se jovem e ainda sensual. Vestia saia preta curta e rodada e uma blusa cor de laranja que apertava com botões. Deixou uns botões abertos o que deixava um decote lindo e sensual, por onde se divisava o soutien rendado e o espaço entre os seios. Olhou-se ao espelho e sentiu-se atraente e sensual apesar da simplicidade com que se vestiu e sorriu ao lembrar que debaixo da saia uma calcinha rendada a deixava bem mais sensual e sedutora… Sorria ao pensar se algum homem ficaria indiferente ao vê-la assim vestida e se adivinhasse como estava vestida debaixo da saia e blusa algo transparente.
Na sua maneira de sempre, com sorriso nos lábios, conversava como as pessoas amigas e quando movia a cabeça os cabelos bem arranjados baloiçavam sobre os ombros bem definidos e sensuais. Estava atraente e sentia-se feliz nessa festa de amigos. Nestes momentos esquecia a sua ocupação de dentista reconhecida e sempre profissional e dava largas à sua boa disposição de sempre. Sorriso aberto e cativante. Tinha alcançado um estatuto na sociedade, pelo seu trabalho profissional e pelas pessoas com que se relacionou e ainda relacionava, mas isso não lhe dava vaidade nem se sentia um ser superior. Sempre simples na sua maneira de ser. Com espírito jovem de menina num corpo e mente de mulher madura.
Já tinha dançado com amigos e sentia-se leve, foi quando olhou o homem que estava sentado ao balcão do bar. Já o tinha visto duranta a refeição que tinha antecedido o convívio e danças e esse homem não lhe tinha passado despercebido. Não o conhecia, pois devia ser amigo de algum amigo comum. Vestia calças azul-escuro e uma camisa riscas finas branca e azuis.
Olhava esse homem e percebeu que algo com ele não estava bem. Pois tinha um copo de whisky na sua frente, olhava para o copo mas percebia que nem o via e de vez em quando colocava a mão no rosto com trejeito de dor. Ficou intrigada com esse homem ali e qual seria o seu problema, pois adivinhava que algo de mal se passava com ele. Num momento em que se dispersou entre as pessoas aproximou-se dele e cumprimentou.
- Boa noite.
Ele olhou-a com um sorriso, ela percebeu que fez um esforço para sorrir dentro do seu sofrimento.
- Boa noite senhora.
- Há algum tempo que estou a olhar para si e acho que está com algum problema.
- Sim, é verdade. Um amigo convidou-me para esta festa, está uma festa bem agradável, mas eu não estou bem e ainda não me fui embora porque acho que devo ficar para não melindrar o meu amigo e depois as pessoas são muito simpática e divertidas, já há muito que não me sentia tão bem numa festa. Gosto destas festas assim mais íntimas. Mas a verdade é que uma dor de dentes me tomou hoje e está difícil de aguentar. Vim pedir um whisky para beber e anestesiar a dor, mas nem tenho coragem de meter nada na boca. Tá mesmo uma dor horrível. E acredite que a senhora não me passou despercebida nesta festa. Está elegante e linda, pode nem imaginar mas, está a ser a alma desta festa. Pode crer.
Ficou intrigada, por ele a ter observado sem ela dar conta e como se tinha apercebido que ela era a alma da festa se nem se tinha dado conta disso, sem vaidade ficou feliz, a pensar que talvez ele tivesse razão e respondeu.
- Mas estou tão simples, eu sou uma pessoa simples. E pensou que ao se vestir para vir à festa tinha-se sentido bem sensual e um rubor afluiu ao seu rosto, que foi disfarçado pelas luzes do salão, quando ouviu as palavras dele.
- Mas na simplicidade é que reside a beleza e elegância feminina. Disse ele.
E ela roborizou mais. Ele não disse nada, ou por delicadeza ou porque nem se percebeu disso por estar com dor de dentes.
Sentiu-se bem com as palavras desse homem e sem pensar nas consequências disse.
- O senhor também me parece simpático, não sei quem é. Mas estou disposta a tentar fazer com que essa dor de dentes passe.
Ele olhou-a intrigado…
- Não fique assim. Eu sou dentista, o meu gabinete fica bem perto daqui, em minutos estamos lá e eu tento fazer com que essa dor passe para o senhor poder ter o resto de uma noite mais agradável.
- Aceito… Porque estou mesmo mal e sinto muita amabilidade da sua parte.
Ele foi ter com o amigo, pediu-lhe desculpa, disse-lhe que ia ausentar-se porque não aguentava o mal-estar.
Ela disse às amigas que tinha que ausentar-se por algum tempo.
As amigas viram-na sair ao mesmo tempo que esse homem e ficaram a imaginar que os dois iam ter momentos a sós e sorriram divertidas, pois essa amiga dentista há muito tempo que não se relacionava com nenhum homem.
Já na rua ela disse-lhe.
- Venha, o meu carro está ali e eu levo-o.
Ele aceitou. Entrou no carro e ela já estava sentada ao volante. A saia dela subiu nas pernas e via-lhe as coxas redondas e sensuais. Teve um arrepio no corpo e tentou afastar os maus pensamentos que lhe afluíram ao imaginário, pois era uma doutora que se tinha prontificado para o ajudar e ele achou que não devia ter pensamentos menos próprios. Mas ela era uma linda mulher, ainda bem sensual e assim no carro sentada e com aquela saia que lhe fazia as pernas ainda mais sensuais ele não resistia… E teve que desviar o olhar… Pois era um homem e sentia-se ainda bem vivo… E pensou que ela era uma mulher capaz de deixar a cabeça à roda a um santo e ele não era santo nenhum.
Chegaram e entraram.
- Sente-se na cadeira que eu vou tratar desse dente maldoso.
Ele recostou-se na cadeira de dentista enquanto ela se preparava. Ela foi atrás de um biombo para vestir a bata. Despiu a blusa cor de laranja e vestiu uma bata branca imaculada.
Quando se acercou, ele percebeu que debaixo da bata mais nada havia além do soutien preto que emoldurava os lindos seios.
Carregou no sensor e a cadeira foi-se inclinando para trás e ele ficou deitado. Ela puxou a mesa onde tinha os utensílios de tratamento e falou.
- Vamos ver o que se passa aqui com esse dente malandro. Abra a boca.
Assim fez e ficou a olhar as mãos dela que apesar das luvas se percebiam as unhas bem tratadas que ele adorava ver.
Descobriu qual o dente doente e iniciou o tratamento.
- Vou dar-lhe uma anestesia para não sentir dor.
Deitado como estava nessa cadeira de dentista olhava para ela. Ela inclinou-se sobre ele para iniciar o tratamento. O decote da bata abriu-se e ele viu-lhe os seios envoltos no soutien rendado, uma imagem bela demais. Tremeu e fechou os olhos.
Fazia o tratamento ao dente dele e via-o com os olhos fechados. Disse.
- Pode abrir os olhos, ou está com receio de algo.
Ele, nada disse… Até porque na situação do tratamento não conseguia falar. Mas abriu os olhos e ele percebeu que os olhos dele caíram sobre o decote pronunciado. E sorriu no íntimo… Sabia que o homem lhe via os seios, mas sentiu-se bem com aquela indiscrição dele. Sabia-lhe bem saber que ainda causava desejo num homem.
Com o tratamento quase pronto, levantou-se para preparar um remédio a aplicar no dente e ele segui-a com os olhos. Via-lhe a saia baloiçar com os passos e cingir-se às pernas dela. Ela voltou-se, aproximou-se e ficou com as pernas encostadas ao seu braço que estava apoiado na cadeira. Sentiu-lhe as pernas quentes através do tecido fino da saia e o seu corpo reagiu aquele toque do corpo feminino.
- O tratamento está quase pronto, espero que a dor já esteja mais suportável. Porque fecha os olhos quando o dentista faz o tratamento? Por receio?
- A dor já não é tão forte… Agradeço… E…Fecho os olhos só quando é uma dentista a tratar-me os dentes.
- Porquê? E ela estava novamente inclinada sobre ele a terminar o trabalho e adivinhando que ele via o seu corpo debaixo da bata branca.
- Porque estou numa posição desfavorável… Sabe bem que da forma como estava eu via-lhe o decote inteiro… Foi um tormento difícil de aguentar, estar aqui… E sem poder tocar-lhe e admirar inteiramente tão linda imagem.
Ela sorria-lhe porque ele estava a ser bem cavalheiro e sincero e acima de tudo porque ainda despertava interesse num homem.
- Mas estou vestida com simplicidade. Como era uma festa de amigos foi sem muita cerimónia. Diz que é uma imagem linda o meu decote? Porque?
- Porque tem vestido um lindo soutien, uma peça de roupa feminina que eu adoro, acho fascinante e principalmente porque tem uns seios lindos…lindos…
Enquanto ele falava ela aproximou-se dele e voltou a ficar com as pernas encostadas ao seu braço. Estava a sentir-se bem com a sinceridade desse homem e com os elogios que ele fazia. Algo lhe dizia que eram sinceros. E, nesse tempo em que trocavam palavras ela também o olhava ali deitado e pensamentos lhe voavam pela mente e imaginário, que ao olhar os contornos das calças dele, percebia que o corpo desse homem estava com uma reação e pronto a explodir. No íntimo gozou com a situação. O seu corpo estava a sentir-se tremulo e já não lhe queria obedecer… Sentiu o braço dele descair e desejou que a mão dele lhe acariciasse as pernas, mas ficaram mudos a olharem-se… Ele falou.
- Sabe… Não sou nenhum santo. Também não me acho nenhum demónio… A Doutora é uma mulher muito sensual…
- Já não sou uma menina….
- Por isso mesmo eu a acho uma mulher a que nenhum homem fica indiferente… Tem porte de Lady… Altivez… Pra mim é irresistível… Não sei se será melhor continuar aqui.
- Porque não havia de ser? Disse ela… - Somos adultos. Nada se passará sem que o queiramos... Dizia que gostou do meu soutien? Perguntou ela já desejando que ele se transformasse num demónio.
- Sim… É lindo e deixa os seus seios ainda mais lindos e sensuais… A sensualidade é bela.
Já não conseguia resistir àquele homem discreto, mas atraente e que lhe despertava desejos íntimos. E enquanto ele falava abriu a bata e deixou o peito visível…
- Gosta deste soutien?... Era um soutien preto rendado que mais mostrava que escondia os seios e até os mamilos rijos se percebiam sobe a renda…
- Demais… Disse ele.
Ela respondeu já sem pensar que as consequências podiam ser devastadoras.
- Adoro usar conjuntos de lingerie iguais e com o mesmo padrão.
- Ao vê-la com essa saia o meu pensamento não me larga em tentar descobrir como será a calcinha que usa…
Ela tremeu ao ouvir essas palavras sedutoras e ousadas, mas já não conseguia afastar-se dali para sentir nas pernas a mão dele…A bata aberta e meio descaída nos ombros davam-lhe uma imagem sedutora e sensual de uma beleza que ele adorou ver…
Os seus dedos moveram-se e ela sentiu nas pernas aqueles dedos atrevidos… Fechou os olhos e pedia no íntimo que ele não parasse… E ele não parou… A mão dele foi subindo na coxa e sentia-lhe a pela quente… Ela sentiu um arrepio e teve que se apoiar na cadeira onde ele estava ainda deitado e os seios dela ficaram a milímetros do seu rosto… Ele ergueu-se um pouco e beijou-lhe os seios sobre o soutien ali mesmo onde estavam os mamilos… Enquanto a mão dele subia nas coxas até onde as pernas terminam e sentiu nos dedos a textura do rendado da calcinha… A mão dela já o procurava e seguia os contornos das calças dele, que o seu membro duro fazia elevarem-se… As bocas colaram-se num beijo cheio de volúpia e desejo…
Quando afastaram as bocas ela falou…
- A calcinha é da mesma cor do soutien… Soutien que já estava completamente visível porque a bata já tinha descaído completamente e só ainda não tinha caído no chão porque ficou presa nos braços, mas ele sentia-lhe já a pele da barriga nos lábios… E ele sentia a mão dele entre as coxas e acariciar-lhe ali onde o seu desejo era mais intenso…
Ele soergueu-se na cadeira e levantou-lhe a saia até a calcinha ficar bem à vista… Beijou-lhe ali entre as coxas e ela quase nem se aguentava… Há muito que não era beijada ali na sua intimidade… E sentir a respiração do homem ali entre as coxas tirava-lhe a sua respiração… Ela já o procurava sem rodeios… Abria-lhe as calças com vontade e soltou-lhe o cinto… E em segundos o membro dele saltou para fora da roupa e ela agarrou-o com delicadeza… Do seu pénis já escorriam gotas de suco que lhe molharam a mão… Sentiu-se tão bem saber que causava um desejo tão forte num homem… Segurava o pénis dele e afagava-o suavemente… Em troca sentia na sua vagina os dedos dele a acariciar-lhe o clitóris e um dedo afundou-se nela suavemente… Ardia por dentro e ele sentia isso…
Sentia o pénis dele latejar-lhe na mão e derramar mais seiva masculina… A sua mão estava inundada dessa seiva macia… Não resistiu… Inclinou-se e beijou-lhe o membro duro de excitação… Deixou que ele escorregasse para dentro da sua boca e provou-o por inteiro…
As calças do homem já tinham abandonado o corpo, a camisa estava aberta e deliciava-se com aquele corpo masculino ali deitada quase à sua mercê… Deixou as suas mãos deslizarem pela pele do corpo do homem até lhe tocar o rosto e beija-lo com intensidade… Ele ergueu-se e ficou sentado… Ela entre as suas pernas sentia as mãos dele percorrerem-lhe o corpo de baixo a cima e os seus seios serem afagados com carinho… Sentia-se no céu e levada ao éter… Sentiu a mão dele meter-se debaixo da calcinha e tocar-lhe o clitóris rijo… O seu mel inundava-lhe a mão… Ele ajoelhou-se na sua frente e beijou-lhe o ventre…Sobre a calcinha sentia os beijos e a língua dele… Com os dentes arrancou-lhe a calcinha rendada que caiu no chá em dois bocados, com esse gesto dele teve um tremor e adivinhou que já não conseguia mandar no seu corpo que pedia mais… Os beijos dele eram mais intensos e mais entre as coxas que ela entreabria como a pedir-lhe para a beijar ali… Foi beijada… Saboreada por aquele língua hábil que lhe arrancava suspiros de prazer e desejo…
Já estavam em pé com os corpos abraçados como quase sendo um só… Sentiam o pulsar dos corações que batiam em uníssono nesse desejo e querer…
Já não aguentavam mais… Queriam mais… Queriam dar-se mais… As mentes já não comandavam os corpos quase em delírio… Ela empurrou-o sobre a cadeira que ali estava e viu o seu pénis duro e erecto apontando pra si e desejou-o dentro do seu corpo… Com as mãos subiu a saia… Abriu as pernas se sentou-se em cima do colo dele…
Os corpos procuraram-se mutuamente… Deixou-se descer naquele membro duro que a desejava e ela o desejava… Agarrou-se com força ao pescoço do homem quando se deixou descer de uma vez sobre aquele pénis que se afundou nela e sentiu que parecia que a abria em duas… Soltou um gemido de dor que lhe dava prazer… Ele sentiu-a em fogo por dentro e elevou as ancas para a tomar por completo… Ondulavam os corpos em sintonia… Parece que tinham sido talhados um para o outro tal como se sentiam perfeitamente encaixados…
Da cadeira escorregaram para o chão e ali ficaram trocando suspiros em êxtase… Rolaram e ele focou sobre ela… Abria as pernas e enlaçava-o pela cintura como a não querer que ele se separasse do seu corpo tremente… Abraçava-o e cravava-lhe as unhas nas costas, tal o desejo que os domava…
Não havia volta… Os corpos tremiam e ondulavam em sintonia perfeita sem que eles conseguissem controlar…
Uma onda de prazer invadia-os… Um clímax estava iminente… QUERIAM…
Gritaram quando um orgasmo o dominou por completo e derramaram o carinho um no outro…
Sentiu dentro de si o sémen quente do homem em golfadas inundar-lhe as entranhas…
Sentia o mel doce dela molhar-lhe as coxas…
Sentia as unhas dela cravadas nas costas e isso dava-lhe prazer e mais se afundava nela… Beijava-lhe os seios e sugava os mamilos…
Sentia-se no céu ao ver o prazer do homem estampado no rosto e o seu corpo retesado em espasmos sobre si…
Sentia prazer ao vê-la abandonada a sentir todo o prazer e desejo que ele lhe queira dar…
Ficaram algum tempo ali deitados com os corpos colados e sentindo-se um ao outro…
As respirações foram acalmando…
Quando conseguiram tomar consciência de si olharam-se e sorriram felizes…
Levantaram-se e ainda se abraçaram num abraço longo com os corpos colados…
Compuseram-se como conseguiram e acharam que deviam voltar à festa…
- Vamos voltar à festa?... Perguntou ela…
- Achas que devemos ir?
- Não sei… e sorriram…
- Acho que sim… Vamos?... Disse ele…
- Sim vamos… Deixa-me recompor-me… Como estou?
- Estás linda… Tens os olhos brilhantes…
Ela sorri e deu-lhe um beijo no rosto… - Foste tu que me deixaste os olhos brilhantes…
Ela olhava o chão do gabinete com a procurar algo…
- Que procuras?...
Ela olhou-o e sorriu…
- Procuras isto… E ele mostrou-lhe o que restava da calcinha que tinha apanhado e guardado no bolso.
- Vais roubar-me isso?
- Vou………
E os dois saíram para a noite com sorrisos no rosto…
Ao chegar de novo à festa decidiram entrar cada um por sua vez… Ele entrou primeiro e foi ao bar pedir uma bebida e ali ficou…
Ela entrou e foi ter com as amigas que a olharam intrigadas pela ausência…
- Tive que sair para atender uma urgência…
- Sim… decerto que sim… Disse uma amiga com sorriso malandro no rosto.
- Verdade…
- Claro… Imagina a urgência… Os teus olhos brilhantes dizem tudo dessa urgência… Olha que se fosse eu acudia essa urgência a noite inteira… Acho que ele ainda precisa de cuidados…
- Que dizes? Não digas disparates…
- Pois não… Ele está a beber ainda e aquilo não lhe deve fazer bem ao coração… Vá lá socorre-lo…
As amigas sorriram para ela e ela não desmentiu…
A noite acabou com as amigas divertidas a brindar a mais noites assim…
Quando se deitou estava com sorriso no rosto mesmo apesar de não saber se algum dia voltaria a encontrar esse homem…
Ele seguiu na noite sem conseguir ir para o quarto… Olhava a noite e as estrelas e pensava que tinha feito amor com uma Mulher maravilhosa…

Viu duas estrelas lá ao longe e pensou nos olhos dela…

Ao Por do Sol…

Ao Por do Sol…


O sol descia sobre o mar…
Já não faltavam horas para ele se deitar sobre aquelas águas..
Ela passava… Ele olhava-a…
Vestido verde que com os passos a racha abria-se e mostrava a bela perna até à coxa…
Ele ficou preso aquele andar… De Mulher Elegante…
Teve vontade de a chamar… Mas ficou a vê-la passar…
Ao passar ela olhou-o e sorriu-lhe… Os passos ficaram mais lentos e os lábios dela abriram-se mostrando um lindo sorriso naqueles lábios sensuais…
Não resistiu e foi ao encontro dela… Ela Parou ainda sorrindo presa no olhar daquele homem que caminhava ao seu encontro…
- Boa tarde…
- Boa tarde…
Ficaram a olhar-se algum tempo… Ele falou.
- Vou dizer sem rodeios… Queria convida-la para uma bebida… Diga que aceita se mais nenhum compromisso tem esta noite…
Ela teve um arrepio e voltou a sorrir…
- Nenhum compromisso… Mas porque haverei de aceitar o seu convite?...
- Porque lhe estou a pedir e será um imenso prazer se aceitar.
- Porque me convida?
- Porque a vi caminhar e toda a sua postura e elegância me cativou…
- Sim… Aceito… Mas vai ter que esperar algum tempo. Pois ainda tenho que ir a casa tratar de umas coisas e volto em alguns minutos…
- Espero-a…
Esperou-a ali em frente ao mar… O sol já tingia as águas de alaranjado… Ali havia um jardim que ladeava a rua junto à praia... Sentou-se num banco e ficou fumando um cigarro lentamente…
Ela dirigiu-se a casa que ficava ali perto. Entrou e nem acreditava que tinha combinado encontrar-se com um desconhecido e aceitado tomar uma bebida com ele… A tarde já estava a avançar para o final… Mas ainda foi tomar um banho…
Deixou cair do corpo o vestido verde, libertou-se das peças de roupa íntimas e o seu corpo ficou despido… Assim encaminhou-se para o banho desejado… A chuva quente molhou-lhe a pele e como que uma tensão se ia desvanecendo… Deixou a água correr e perdeu-se nos pensamentos… Quando acordou dessa letargia teve um tremor no corpo como que a afastar o pensamento de desejo que se tinha alojado na sua mente: “o desejo que naquele banho as mãos do homem desconhecido lhe afagassem o corpo”…
Saiu do banho e depois de se prepara olhou a roupa no roupeiro e viu o seu vestido branco que poucas vezes usava… Vestiu-o e soube-lhe bem sentir na pele a carícia desse tecido leve e fino do vestido branco…
Ele parece que pressentiu e olhou… Pela rua vinha a mulher caminhando em passos elegantes de diva…
No corpo um vestido branco que descaía pelo corpo ondulante… Vestido leve de tecido fino que com a brisa bailava e fazia mostrar os contornos do seu corpo… Quando ela se aproximou o vestido realçava o seu corpo sensual e ele percebeu que debaixo do tecido havia uns seios sem soutien…
- Espero que a minha demora não o tenha feito esperar muito.
- A demora não foi muito e a espera valeu a pena.
Sorriram…
- Onde me queres levar?
Vamos ali aquele bar que fica junto da praia… Adoro ver o mar assim ao fim do dia…E contigo por companhia sei que vai ser muito mais agradável…
Caminharam lado a lado e conversavam… Ele olhava-a e via-lhe os ombros sensuais que as alças do vestido, mais sedutores os deixavam…
Sentaram-se a uma mesa na pequena esplanada voltada para o mar e viu-a cruzar as pernas… O tecido leve pousou suave sobre as coxas dela e ele viu como o vestido denunciava os contornos das suas pernas… Uma leve brisa refrescou o fim da tarde quente e fez-lhe balançar o vestido…
- Espero que te seja agradável este fim de tarde. Não sei que força tens para me fazeres fazer este pedido de vires tomar uma bebida contigo.
- Até agora tem sido agradável. E não sei que força tens para me fazeres vir tomar uma bebida contigo.
- Deves ser uma fada… Mas estou a gostar desta magia.
- E tu deves ser um mago que me seduziu.
Sorriram com os olhos a brilhar…
O sol descia sobre o mar e tingia as águas de tom avermelhado… E os dois ficaram a olhar aquele espetáculo digno do mais hábil artista… Um momento que inspira pintores, poetas… e corações…
Quase simultâneo os dois se levantaram e caminharam para a areia da praia…
Já o sol se ia dentando sobre aquelas águas e a cor que imprimia era convidativa a momentos de contemplação…
Ele ficou para trás e viu-a caminhar pela areia mesmo de encontro ao sol que se deitava lá ao longe…
Na transparência do vestido branco em contra luz podia vislumbrar os contornos das pernas dela… E teve um arrepio que lhe fez tremer o corpo inteiro… E naquele momento desejou ardentemente aquela mulher…
Via-a ali contemplando o sol poente quando ele voltou a cabeça, o cabelo preso rodou por cima dos ombros dela e era ali que ele desejava pousar as suas mãos e acariciar aquela pele sedosa e perfumada…
- Vem aqui… Chamou ela
Ele aproximou-se e pousou-lhe as mãos nos ombros nus e sentiu o aroma do seu perfume… Ficou deliciado com aquele cheiro…
Olhavam o sol poente e ele abraçou-a por detrás apertando-lhe o corpo pela barriga… Sentia-lhe a respiração compassada…
Ela olhou-o assim por cima do ombro e sorriu…
Pensou: - Como é possível eu deixar-me abraçar assim por este homem desconhecido? Mas está tão bom este abraço… E deixou-se encostar ao corpo dele… Assim sentiu o corpo de homem forte que a cingia ali naquela praia ao por do sol…
Sentaram-se na areia e ficaram lado a lado a ver toda a claridade do dia desvanecer-se e a noite chegar… As primeiras estrelas apareciam como luzes que se acendem uma a uma para iluminar a noite…

Ele colocou-lhe a mão sobre o ombro e ela recostou-se no peito dele… Assim recostada flectiu as pernas e o vestido deixou visíveis as suas pernas… Para ele, foi uma visão bela e sensual que um desejo ardente lhe atravessou o corpo e o espírito… Contemplou-a mais tempo e depois num sussurro disse-lhe ao ouvido…
- Decerto temos que regressar. Já é noite.
- Sim vamos. Disse ela.
Mas ele não se moveu… Olhava-a e percorria com o olhar o seu corpo ali recostado no seu…
Ela olhou-o e viu-o nessa contemplação e sentiu aquele olhar como que uma carica por todo o corpo… Teve um arrepio ao pensar que desejava e imaginar as mãos dele percorrerem-lhe todo o corpo…
Os olhares brilhavam quando se levantaram e ficaram frente a frente… Ele cingiu-a pela cintura a apertou-a de encontro ao seu corpo… Ela lançou-lhe os braços em volta do pescoço e as bocas colaram-se num beijo desejado e contido há tanto tempo… As línguas rodopiavam enrolando-se uma na outra num bailado frenético de desejo…
Assim apertada junto do corpo dele sentia como o desejo dele era imenso e isso acendeu-lhe também o desejo de ter aquele homem… Foi bom perceber que era uma mulher que causava desejo num homem…
Depois caminharam pela areia e sentaram-se na esplanada do pequeno bar bebendo lentamente um vinho e saboreando o momento que aquele mar nessa noite lhes dava.
Algum tempo depois caminhavam pela rua lado a lado… As mãos agarradas com os dedos entrelaçados… Sorriam sem falar. Falava o silêncio dos olhares… E por instinto os passos levaram-nos até junto da porta da casa dela… Ficaram a olhar a porta que tinha por cima uma luz acesa… A noite convidada… Os toque de carícias nas mãos também… Ela abriu a porta e disse.
- Queres tomar uma bebida?
- Sim aceito…
Entraram e a porta fechou-se deixando-os ali dentro sozinhos… Abraçaram-se mais uma vez e as bocas procuraram-se cheias de paizão e desejo…
Sentados frente a frente nos sofás bebiam a bebida que lhes sabia bem… Os copos tilintaram num brinde a esse encontro que ambos estavam a saborear…
Ela levantou-se a caminhou até junto de uma janela que se abria virada para o mar…
- O que mais gosto da minha casa é que está perto do mar… Adoro ouvir as ondas nas noites.
Ele levantou-se e ficou por detrás dela…
- Sim… É lindo e bom estar aqui….
E abraçou-a por detrás… Ela deixou-se levar por essa magia que aquelas mãos deixavam no seu corpo… Sentiu os lábios dele no pescoço a beijar-lhe a pele… Sentia as mãos dele apertarem-lhe a barriga e subirem até aos seios… Sentiu como as alças do vestido caiam pelos braços e assim os seus seios surgiam nus nessa noite… Sentiu as mãos dele afagarem-lhe o peito e os seios… Sentiu entre os dedos dele os mamilos serem afagados… Sentiu que o seu corpo ficava nu e que estava a desejar que assim fosse…
Voltou-se para ele e foi abrindo pouco a pouco a camisa dele… Foi tateando a pele do peito masculino suavemente… Sentiu-lhe os músculos tensos e duros… Encostou o rosto ao peito do homem e ouvia-lhe o pulsar do coração… Teve um tremor…
Momentos depois os corpos desnudados caiam sobre o tapete macio… Ali ao lado só um candelabro junto ao móvel estava aceso e dava ao ambiente um ar de mistério sensual… Um ar de convite a momentos íntimos entre os dois…
Deitada sobre o tapete sentia no corpo os lábios dele acariciando-lhe a pele…Os beijos dele pelo seu corpo inteiro faziam-na suspirar de desejo… Sentiu como aquele corpo deslisava pelo seu e desejava-o… Sentia como ele a desejava… Via o desejo estampado nos olhos dele e no seu corpo ereto…
Ele beijou-a “INTIMAMENTE” e ela soltou um gemido de prazer… Sentir “Ali” aquele boca e aqueles lábios fizeram-na subir ao céu…
Não podiam esperar mais… Ambos sabiam…
E os corpos uniram-se num bailado ondulante e frenético de vai e vem sensual…
Sentiu-o dentro de si….
Sentiu-a ardente por dentro…
Uma explosão de volúpia aconteceu e os dois ficaram ali deitados no chão, abraçados, até que a intensidade se fosse desvanecendo lentamente…
A noite ainda era criança e eles tinham todo o tempo…
Os corpos ainda queriam sentir-se mais…
… E eles foram satisfazendo a vontade dos corpos se terem…
Quando a manhã acordou eles dormiam abraçados…
Depois de se despedirem com um beijo…

Prometeram que haviam de voltar a ver o Pôr-do-Sol…