Corpo Ardente

 

Corpo Ardente:

Sentou-se naquela esplanada... Pediu um café e calmamente fumava um cigarro...
Os seus pensamentos voaram para dias atras...
Ali perto passava uma estrada... Aquela estrada por onde ele sempre aparecia e tomava café no bar onde ela também costumava tomar...



Aquele homem dava-lhe curiosidade... Sempre discreto. No bar pedia um café... Tomava calmamente e saía... Das primeiras vezes mal reparou nele. Mas depois, observava discretamente... O homem discreto. Cruzavam-se e cumprimentava... Mas aquela voz um dia fez-lhe um rebuliço no íntimo... Homem discreto. Parecia sempre calmo. Nada que fizesse pensar, que, passar momentos com ele fossem loucura e uma 'vozinha' no seu interior começou a segredar-lhe, que ela gostaria de saber como ele seria em momentos íntimos... Como a "voz no seu interior não se calava", um dia em que no bar da estrada havia pouco movimento, olhou-o mais fixamente e sorriu para ele... O sorriso dele fez-lhe as pernas tremerem... E ele falou.
- Gosto de a ver aqui...
Quase sem saber que dizer, respondeu.
- Eu também...
- Se quiser poderemos ver-vos mais vezes.... Num sítio mais calmo...
Ela olhou-o fixamente sem saber que dizer... Ele estendeu-lhe um cartão ao mesmo tempo que a olhava nos olhos, ela pegou no cartão meio por instinto, ele afastou-se e ela ficou com o cartão na mão que lhe tremia.
Um dia decidiu... Enviou-lhe uma mensagem.
*Será que nos podemos ver mais calmamente*
Passada mais de uma hora, em que ela já pensava não obter resposta e quase a ficar arrependida de ter enviado a mensagem... Chegou a resposta...
"O seu desejo será o meu desejo"
O desejo dela ultrapassou os limites. Mas aquele homem parecia sempre tão distante. Sem demonstrar que fosse "rebelde"... Era um homem maduro, de certa forma distinto...
*Onde podemos encontrar-nos?*
"Sei um sítio tranquilo onde poderei olhar para si e contemplar a mulher que é"...

Aquelas palavras fizeram-lhe rebuliço no íntimo... O resto do dia foi passado em suplício... Agora estava ardentemente desejosa de estar com ele...
*Onde é esse sítio?*
"Um sítio calmo. Uma esplanada discreta e tranquila"... Mas podemos tratar-no pelo nome?"
*Sim, claro!... Sou a Carol.*
"Sou o António"... Logo ao fim do dia já lhe digo onde me pode ver tranquila e eu contemplar o seu rosto"
E o rosto da Carol, mesmo estando sozinha, ficou rubro...
As horas que passaram até ao fim do dia, foram de tormento para ela... Nunca se tinha encontrado com um  Homem desconhecido... Mas estava decidida de saber quem era ele...
Ao final do dia a mensagem chegou.
"Espero-te naquela esplanada 'Sol de Inverno'... Conheces? Ali o mar faz companhia... E gosto de ouvir o mar"
*Conheço... Mas antes das vinte horas não consigo chegar*
"É uma hora ideal para ver o sol poente"
Quando chegou ele já lá estava... Discreto como sempre. Naquele semblante ninguém imaginava que se escondia uma "fera"... Ele levantou-se, cumprimentaram-se com dois beijos... Sentaram-se e a conversa entre um whisky dele e uma caipirinha dela, foi tomando um rumo sensual...
_ Carol... gostas do que estás a ver?
Perguntou o António.
- Estou a gostar muito...
_ Também és uma mulher atraente...
Sem inocência, a Carol deixou a racha da saia descair e mostrar a coxa até ao limite das meias de rede...
O António olhou discretamente, sorriu-lhe. Aquele sorriso fez-lhe uma onde de volúpia percorrer-lhe o corpo e alojar-se no baixo ventre entre as pernas... Já não era uma mulher jovem, mas o instinto de fêmea fazia-lhe sentir desejos... E a cada minuto que passava o desejo da Carol era maior...
_ Carol... Vou falar sem rodeios...
- Fala, António.
_ És uma mulher sensual. Essa racha da tua saia está a seduzir ao extremo... Já tive desejos de te ter num quarto comigo... Queres vir comigo para um sítio privado... Poderei contemplar-te calmamente e tu poderás ver-me como desejares...
Com estas palavras ela levantou-se... Ele ohou para ela ainda sentado...

- Vamos... Onde é esse sítio?...
_ Há ali um quarto que nos espera...
- Vai no teu carro que eu sigo-te...
Entraram no quarto...


As únicas peças de roupa que o António não lhe tirou, foram as meias e a saia foi a última...
Sentiu-se num abraço apertado pelos braços masculinos... Sem ser violento, era abraço forte... BEIJOS intensos... Sentia no corpo as mãos dele explorar todos os recantos...
Quando se apercebeu, a roupa dele tinha desaparecido do corpo... Via ali aquele homem em toda plenitude...
Percebeu, que apesar de ser mulher madura, e, como ainda fazia um homem sentir tesão por ela...
Perdeu-se... Esqueceu tudo e concentrou-se no prazer que ele lhe dava... Queria dar-se a ele... Percebeu que há dias o seu corpo clamava pelos carinhos desse homem...
Ele beijava-a... Acarinhava-a... Mimava-a...
Sentia o corpo em chamas...
Aquelas mãos... Aqueles dedos fortes... Aquela boca e língua, tinham percorrido todos os recantos do seu corpo que A deixaram prostrada de costas na cama e o seu corpo Ardente...
A cabeça apoiada na almofada fofa, joelhos flectidos, olhou-o e viu-o nu, ajoelhado entre as suas pernas... Aquele Membro masculino erecto e latejante, apontava para si... Desejou-O...
O seu sangue fervia nas veias como combustível pronto a entrar em ebulição... Estendeu os braços e entre sussurros chamou enquanto entreabriu mais as pernas....
- Vem... Dá-me o teu CORPO... Quero o teu poder masculino.... Entra em mim... A minha Fonte está a arder e sedenta de Prazer...
Ele inclinou-se sobre ela... Ela estendeu os braços, agarrou-lhe o pescoço.... E sentiu aquele Membro masculino entrar em Si, lenta e suavemente.... Uma onda de volúpia inundou-a pelo corpo inteiro... Cravou-lhe as unhas nas costas e sentiu-O afundar-se profundamente no seu corpo Ardente... Sentia o  homem dentro de si em movimentos comandados pelo instinto animal de Prazer e tesão...
O PODER Masculino que lhe penetrava o corpo era como estilete de fogo que lhe acalmava a volúpia e fogo de desejo...
Sentiu-se inundada pela seiva masculina e por onda de Prazer sublime que lhe trazia um orgasmo desejado... Um puro orgasmo que a fez perder a noção do real....
Fechou os olhos e viu mil estrelas...
Voou no éter do PRAZER...
Quiz dar-lhe todo o prazer que ele lhe tinha dado... E num momento em que ele de costas relaxava, olhou-o e viu-o ainda latejante... O seu instinto de fêmea chamava...
Montou-o...
Cavalgou-o... Assim montada nele, deixou-se descer naquele poder masculino que estava a latejar como a chamar por ela... O seu corpo respondia ao desejo... Ondas de volúpia inflamavam os corpos... Sussurros e gemidos ouviam-se das gargantas... Gemidos que eram melodia erótica para ambos...
Os Orgasmos explodiram entre gemidos roucos dele e um grito dela abafado pelo Beijo louco que ele lhe deu....
Recompuseram-se...
Abraçaram-se...
Quando saíram daquele quarto privado a noite ia longa..
Na manhã seguinte, quando acordou na sua cama, o seu corpo dorido dizia-lhe que a noite foi sublime...
Hoje estava na mesma esplanada, tomou o café lentamente... Fumava um cigarro com calma...
E os pensamentos voavam...
Nunca... Nunca, imaginei que aquele homem discreto e um tanto misterioso, num quarto se transformasse num lobo faminto... Levou-me ao limite do PRAZER... Lobo faminto, mas que saciou a minha "fome"... Tão intenso... Impossível resistir-lhe... Mas com um carinho que não se esquece...

Gostaria de estar outra vez nas mãos dele... Aquela boca levou-me à loucura...
Mas....
Gostaria de o cavalgar outra vez...


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