A Doutora (2)
Ao chegar a casa abriu a porta e foi directa ao sofá, atirou a bolsa para o chão e deitou-se… Os acontecimentos tinham-na deixado quase em estado de choque… Deitou-se e ficou a pensar:
- Que me acontece quando vejo aquele homem? … Desde a última vez que o vi e que ele me fez tremer o corpo, e, fizemos sexo como loucos… Quando o vejo, o meu corpo fica em chama… Quase nem posso lembrar-me dele… E não é algum sentimento de afecto, é mesmo um desejo de mulher, desejo de ser agarrada e quase dizia ser violada… Será isso que aconteceu hoje?... Decerto foi, mas com o meu consentimento…
Ela tinha ido aquele estaleiro, da empresa onde ele e ela trabalhavam, os trabalhos eram bem diferentes… Era sábado, mas naquele país distante os sábados também eram de trabalho. Fim do dia e já noite, ela saía dos escritórios e dirigiu-se ao parque onde tinha o carro estacionado. Não costumava vestir-se assim, quando ia para aquele sítio vestia-se mais discreta e normalmente calças, mas como era sábado, relaxou mais um pouco e vestiu-se com um vestido branco, curto e que fechava à frente com botões, sabia que ficava sensual, mas como normalmente ao sábado poucos homens trabalhavam, foi assim vestida. Também gostava de se vestir bem feminina… Ele já tinha acabado o trabalho há algumas horas, e, passava o tempo andando por ali… Aquela hora, já noite aquele sítio estava deserto,
Viu-a… Enquanto, ela metia no carro os volumes e as pastas que trazia, aproximou-se e perguntou.
- A Doutora precisa de ajuda?
Teve um estremecimento no corpo ao ver que ele estava ali mesmo junto de si… Não foi capaz de dizer qualquer palavra. Estava inclinada para dentro do carro, acomodando as pastas no banco de trás… Deixou-se ficar assim quase estática… Sabia que ao estar assim inclinada as pernas estavam quase despidas, e, sabia bem, que aquela visão para um homem era quase irresistível… Pela mente dela, passou a fantasia de ele a agarrar e a penetrar ali mesmo… Todo o seu ser assim desejou! ... E tremeu… …
Continuou nessa posição, inclinada para dentro do carro.
Sentiu-o ali bem perto de si e quase sentia o calor do corpo masculino junto das pernas… Por detrás, sentiu, encostadas às suas pernas as pernas dele… Não se mexeu, ou melhor, forçou esse contacto, empinando as ancas para tentar sentir a excitação dele…
Não se conseguia explicar essa sua sedução aquele homem… Só sabia que queria senti-lo…
Na cintura sentiu as mãos dele e as pastas ficaram esquecidas…
Com o corpo quase dentro do carro, colocou os joelhos em cima do assento, foi empurrada para dentro e ouviu a porta fechar, o espaço era pequeno mas ajeitaram os corpos ali… As mãos do homem subiram no corpo e rodearam-lhe o tronco, indo alojar-se nos seios que o decote deixava libertos… Os botões soltaram-se e só o soutien protegia os seus seios, com os mamilos erectos carregados de excitação… A humidade já brotava da sua intimidade quando a minissaia do vestido subiu até à cintura… Entre as coxas o seu mel escorria… E ali sentiu o membro dele erecto que atravessava entre as coxas a tocava-lhe a barriga… As calcinhas afastaram-se, não eram barreira suficiente para o enorme desejo deles…
Quase soltou um grito quando pelo seu corpo dentro entrava o “corpo” masculino, pulsante de desejo… lenta e suavemente entrava nela sem parar… Assim inclinada sentia-se como fêmea sobe o macho que a penetrava sem piedade… Queria mais e mais…
Teve…
As suas entranhas pulsavam, sentia-o latejante dentro de si… Sobe uma estocada forte sentiu-o soltar o sémen dentro de si em jactos quentes… O orgasmo atingiu-a e dominou-lhe os sentidos… O seu corpo tremia latejante de desejo…
Pela segunda vez fizeram sexo intenso, quase violento e sem trocarem muitas palavras…
Quando se conseguiram sentar no banco do carro, compuseram a roupa como puderam e olharam-se… E ela disse.
- Tenho de ir embora. Devemos ser loucos…
Enquanto tinha estes pensamentos, ali sentada no sofá, deixou as mãos escorregarem no corpo e foi-se acariciando… Uma desceu até entre as pernas e debaixo das calcinhas ainda húmidas da sua humidade misturada com o sémen dele, encontrou o seu clítoris rijo que acariciou até um estremecimento lhe dizer que o orgasmo tinha surgido…
Ali
ficou mais uns momentos até o seu corpo conseguir relaxar, as pernas
entreabertas, a mão ainda repousava na sua intimidade, pela cabeça
rodava-lhe o desejo de o ter ali entre as pernas a beijar-lhe… e a
língua a acaricia-la…
Levantou-se e foi tomar um banho… Depois vestiu-se somente com uma saia curta e leve e uma blusa que nem apertou os botões, deu um nó em baixo… Por debaixo dessa roupa, nua… Encaminhava-se para preparar algo de comer quando ouviu bater à porta…
Num sobressalto pensou.
- Quem será?... Não espero ninguém…
Viu o carro “dela” seguir e ficou por momentos parado no parque, a pensar no que tinha acontecido…
Quando se voltava, viu que estava no chão uma pasta com documentos, possivelmente caíra ao chão no meio da “tempestade” que os tinha apanhado…
Pegou na pasta… Depois de tomar um banho meteu-se no carro e saiu…
O trânsito àquela hora estava confuso, demorou a chegar ao destino, queria lá ir, achava que teria de ser naquela noite… Já sabia onde ela morava e não foi difícil lá chegar…
Saíra do banho envolvida na toalha e vestiu uma roupa leve… A blusa transparente deixou desapertada, só atou com um nó em baixo, a saia até aos joelhos de tecido leve… Por debaixo nada… Nua…
Pensava
preparar algo para comer, mas não lhe apetecia… O corpo ainda
tremente não deixava pensar em nada… Teve um sobressalto quando
ouviu bater à porta…
- Quem será?... Não espero ninguém e menos a esta hora!...
Ia encaminhar-se para a porta quando se lembrou que estava nua por debaixo, foi ao quarto e rapidamente vestiu uma calcinha… Despiu a saia e a blusa e vestiu um vestidinho de alças, mas que também pouco lhe escondia o corpo… Ainda pegou num iogurte na cozinha para dar a entender que estava a fazer algo, queria esconder o nervosismo que ainda lhe assolava o íntimo…
Dirigiu-se à porta e abriu… ficou paralisada… podia esperar tudo, menos, que aquele homem aparecesse ali… entre as pernas sentiu as calcinhas ficarem húmidas e os mamilos erectos mostravam-se debaixo do vestido leve … Como ela não disse nada ele falou.
- A Dra. Deixou cair esta pasta lá no parque, como pensei que podia precisar dela resolvi trazer…
Ainda sem saber o que dizer… Com o iogurte na mão e seu corpo trémulo, só queria que ele não se apercebesse do seu estado…
- O Sr. Aqui?... Entre… Obrigada!...
Ele disse.
- Olhe, é melhor tirar o “Sr.” Quando fala para mim, não acha?... E sorriu…
- Eu tiro o Sr. E tu tiras a “Dra.” Quando falas, sim?...
- Combinado!...
Entraram e sentaram-se frente a frente nos pequenos sofás da sala…
- Desculpa estar a receber-te assim neste estado… mas gosto de me sentir à vontade e como por aqui está calor, por casa pouca roupa visto …
- Por mim estás bem, não te preocupes…
- Até te digo que vesti-me à pressa para abrir a porta, pois estava de mini-saia, uma blusa transparente e mais nada … Ele percebeu…
- Podias ter ficado assim… E sorriu…
Ela ainda estava com o iogurte na mão… Tremiam-lhe as mãos e ela tinha receio até de tentar abrir…
- Nem comi nada…Ia comer isto agora, pois não me apetece mais nada…
Tentava abrir a embalagem…
- Queres que te ajude a abrir isso?...
- Seria boa ideia já que eu não estou a conseguir…
Ele colocou-se ao lado dela… Abriu… Mas um movimento brusco fez derramar iogurte sobre as pernas dela… Riram… E olharam-se nos olhos…Ele com um dedo limpou e levou aos lábios… Ela deixou cair mais sobre as coxas… Ele disse.
- Esse aí é para mim?...
- Sim!...
Ele baixou-se e com a língua limpou-lhe o iogurte nas coxas… Ela deixou cair mais… Queria sentir nas pernas a língua dele… Sentia…Macia a deslizar na pele das coxas… O vestido tinha subido… Recostada no sofá sentia a língua dele subir cada vez mais nas pernas e um fogo invadia-lhe no corpo e alojava-se no ventre… Entreabriu as pernas… E a boca dele subiu entre as coxas com a língua a marcar o caminho, e, deixava rastos na pele macia do interior das coxas…Ajoelhado na sua frente segurava-a pelas ancas e pela cintura e puxava-a… Ela segurava-lhe a cabeça entre as pernas para o sentir cada vez mais… Sentiu sobre as calcinhas ainda vestidas, a boca dele abrir e apertar-lhe os lábios íntimos… Era doloroso demais… Uma mão afastou a pequena barreira e ela pode sentir na pele sensível a boca dele e a língua a deslizar entre os lábios da intimidade e deterem-se no clítoris em movimentos ondulantes… Os dentes dele arrancaram-lhe as calcinhas em dois pedaços e deixaram-na desprotegida… Ela teve uma convulsão no corpo… E nesse momento sentiu a língua dele penetra-la… Afastou mais as pernas e prendeu-lhe a cabeça ali… Novamente a boca dele abriu e ela sentiu como que todo o seu corpo fosse engolido por ele… Toda a sua intimidade estava dominada pelo homem… Submetia-se a esse tormento que lhe dava prazer e a prendia… A língua como que a rasgava e o clítoris inchado de tanto desejo era acariciado, umas vezes suave, outras com intensidade… Ela suspirava de prazer e desejo… Ele levantou-se, despiu-se e ela pode ver como o desejo dele era intenso… Ali na sua frente estava erecto de tanto desejo… Agarrou-o com as mãos e beijou-o… Deixou-o entrar na boca e envolveu-o com os lábios… Ele segurou-lhe a cabeça com as mãos e enrolou o cabelo dela nos dedos… Depois baixou-lhe as alças dos ombros, inclinou-se e beijou-lhe a pele, desde o pescoço, pelos ombros, desceu ao peito e beijou-lhe os seios… Apertou os mamilos entre os lábios e a língua acariciou-os… Suavemente lambeu os seios dela… Abriu a boca e ao fechar mordeu-lhe ao de leve os mamilos… Beijou novamente… E ela contorcia-se de prazer… Ele ajoelhou-se no sofá entre as pernas dela e acariciou-lhe o clítoris com os dedos… Já não sentia a realidade… O prazer era tão intenso que doía… Foi agarrada pela cintura e puxada de encontro ao corpo dele… Ele estava ajoelhado entre as pernas dela, o pénis apontava para vagina e com um movimento de corpos entrou nela… Sentiu-o dentro de si… Intenso… Agarrada pela cintura estava presa ao corpo dele…
Abraço-lhe o corpo pela cintura com as pernas e ele agarrou-a pelos ombros e apertaram-se num só corpo… Ondulavam ao sabor do prazer e instinto animal… Ela sentia-o dentro de si pulsante em movimentos que lhe tiravam a razão… Ele sentia o corpo quente dela a envolver-lhe o pénis… Agarrou-lhe os ombros com força e ela sentiu como uma descarga eléctrica percorrer-lhe o íntimo… E soube que o orgasmo tinha chegado… Cravou as unhas nas costas dele e sentiu-o tenso… Uma estocada forte disse-lhe que ele ia derramar o sémen… Sentiu-o quente dentro de si… Inundou-a com o esperma que lhe humedeceu as coxas… Mais um tremor dos corpos e a intensidade foi-se acalmando e ficaram caídos no sofá corpo sobre corpo… …
Deixaram-se ficar mais algum tempo...
Depois olharam-se e beijaram-se…
E foram tomar um banho a dois...
(Continua).............



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