sábado, 17 de janeiro de 2015

Na praia a Lua Iluminou-os

Tinha sido arrastado por amigos até aquela festa.
O baile tinha começado e ele encontrava-se encostado ao balcão do bar daquele hotel, no espaço onde se desenrolava a festa. Vestia calças e casaco e uma camisa que se desapertava sobre o peito… Os amigos tinham-se confundido com as pessoas que compunham a festa e já dançavam com pares femininos que os acompanhavam ao som da música que ecoava na sala. Estava ali a observar todo o ambiente e quase sem vontade de ali permanecer muito mais tempo, quando a vê caminhar pelo espaço em volta da piscina onde se desenrolava o baile como que deslizando debaixo da roupa que trazia vestida… Saia comprida e justa sobre as coxas, que lhe moldava o corpo e deixava ver os contornos das coxas sobe o tecido leve, preto e brilhante, em baixo a saia rodada dava-lhe um ar de elegância extrema… Em cima trazia uma blusa justa ao corpo que deixava perceber todos os contornos do corpo esbelto… Na frente um decote deixava vislumbrar os contornos dos seios que se adivinhavam belos e redondos, com as marcas do bikini na pele bronzeada pelo sol. As mangas compridas e rendadas, a blusa fechava-se com botões nas costas e por detrás abria-se um decote generoso enfeitado com fios que atravessavam o decote…
Ficou com o olhar preso naquela mulher que avançava entre as pessoas que dançavam e a roupa que vestia deixava adivinhar o belo corpo de contornos suaves…
Agora a vontade era ficar ali e poder dançar com aquela mulher que o enfeitiçou. E quando a música calma se começou a ouvir pelo átrio caminhou na direcção dela e pediu-lhe…
- Dance comigo esta música e me fará feliz…
Ela sorriu com a abordagem e não teve coragem de negar a dança, até porque ele era um homem bem interessante.
Dançaram… Mão na mão… A mão dele na sua cintura e a sua no ombro dele… Deslizaram naquele espaço transformado em sala de baile ao som daquela musica que os embalava…
A musica terminou e afastaram-se, ele fez como que uma vénia e agradeceu-lhe o privilégio da dança…
Para lá dos apartamentos do hotel que circundavam a piscina e o átrio que servia de local da festa, ficava a praia ali perto onde o mar se fazia ouvir na sua música de ondas esbatendo-se na areia…
Ele afastou-se até ao parapeito que ficava sobre a praia para fumar um cigarro e viu-a ali a olhar o horizonte.
- Então a Menina já deixou o baile?
- Já… E já não sou uma menina… Não encontrei ninguém interessante para dançar e mais ninguém que ficasse feliz em dançar comigo… Disse num sorriso.
- Dançar contigo foi um privilégio! Agora vim aqui fumar um cigarro e apeteceu-me passear pela praia… Queres fazer-me companhia? Está um luar maravilhoso de Lua-cheia…
- Sim!... Vou contigo, também gosto da Lua-cheia.
Caminharam pela areia… Ela tirou os sapatos e segurou-os na mão… A lua iluminava… O mar chamava… E, foram pela areia caminhando com passos lentos… Quando deram por si estava de mãos dadas como dois namorados… Ali onde as ondas se desfaziam na areia em rendilhado de espuma, iluminado pela lua parecia colcha de prata… Uma onda mais atrevida estendeu-se mais pela areia e molhou-lhe os pés e a orla rodada da saia preta, os brilhantes da saia iluminavam-se pela luz da lua…
- O teu vestido parece um céu estrelado…E o teu rosto lindo, a lua…
Ela com a mão livre levantou um pouco a saia molhada pelas ondas e sorriu…
Caminharam mais um pouco pela areia e ali á frente sentaram-se no declive de uma pequena duna de areia com as pernas estendidas, as ondas levavam o rendilhado até junto dos seus pés como que convidando a deitarem ali os corpos naquela noite de Lua-cheia…
Ele colocou-lhe a mão no ombro e ela recostou-se no seu peito…
Os corpos sentiram o calor, um do outro…
E os dois sentiram um tremor…
Olharam-se nos olhos e foi impossível resistir aquele beijo que colou os lábios…
Muitas ondas deslizaram pela areia da praia iluminada enquanto durou aquele beijo…
- A lua é mágica!... Não achas?... Disse ela…
- Sem dúvida que é!...
- Achas que fazemos falta na festa?...
- Creio que não… Acho que passam bem sem nós… A Lua-cheia e este mar chamaram-nos porque precisam mais de nós que aquela festa ali…
- Sim… Então é melhor fazer-lhes companhia…. E estendeu os braços em volta do pescoço dele e ofereceu-lhe outra vez os lábios…
Só um beijo não chegava… O abraço foi-se apertando e as mãos foram descobrindo os corpos…Por entre os botões desapertados da camisa sentia a mão dela e os dedos acariciando-lhe o peito…
Sobre o tecido fino sentia o corpo tremente dela… Os dedos caíram na pele do peito e sentiram a pela bronzeada marcada pelo bikini e debaixo da blusa sentiu-lhe os seios com os mamilos rijos… Desceu com a mão pelo corpo feminino e pousou na saia que contornava as coxas… Ela pousou a mão na dele e fez força…
O beijo continuava… As línguas, dançavam nas bocas o bailado de paixão e desejo…
As mãos desenlaçaram-se e ela ajudou-o a subir a saia para sentir nas pernas aquela mão quente… Como que a dizer… Toca-me! …Sente-me!
E ele sentiu-A!... Ali recostados na pequena duna de areia naquela praia perdida no meio do oceano…
Debaixo da saia sentia as pernas dela… Quentes… A saia um pouco justa cingia-lhe as mãos às coxas rijas, que ele tacteava com os dedos…
Nas costas sentia a mão dele que se meteu pelo decote e lhe acariciava a pele em toques suaves desde os ombros até á cintura, pois os botões já tinham saltado e franqueavam a pele sedosa daquele corpo feminino…
No seu peito sentia os hábeis dedos femininos, que lhe percorriam a pele liberta da camisa desapertada pela mão dela… Desde o pescoço até à barriga e sua pele foi explorada por aquela mão que ao descer sentiu sobre as calças o seu desejo ardente… E ela soltou um suspiro… Afastou um pouco as pernas num movimento quase involuntário para deixar que aquela mão a sentisse completamente… E ele sentiu-A Ali… Quente entre as coxas…
Na ponta dos dedos sentiu as calcinhas rendadas e adivinhou um enfeite em forma de flor… A ‘flor’ afastou-se e ela sentiu os dedos dele tocarem-lhe a intimidade ardente…
Estremeceu e apertou-se a ele… Na mão sentia em pleno o desejo intenso dele… Movimentos suaves ‘ali’ eram incontroláveis… Arqueou o corpo para sentir dentro de si o dedo daquela mão que lhe tirava a consciência…
Já nada fazia parar aquele desejo….
A flor das calcinhas ficou molhada pelo mel que dela brotou…
A mão dela humedeceu-se com a seiva que ela arrancou daquele corpo que tremeu sobe os carinhos que ela lhe deu….
Ele levou a mão inundada aos lábios e saboreou o gosto dela…
Ela saboreou o gosto dele na mão que o acariciou…
Beijaram-se com mais intensidade… As bocas coladas com desejo, luxúria e paixão… Saboreavam os gostos nesse beijo ao luar da Lua-cheia…
Esqueceram-se da noite de baile e ficaram ali até a Lua-cheia se despedir ao longe quando se deitou nas águas do oceano tingidas de alaranjado, qual colcha de cama que espera dois amantes….

Voltariam a encontrar-se? Talvez um dia…

Levaram a recordação de uma noite de paixão ao luar de Lua-cheia….

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